O ALGARVE- no contexto das revoluções liberais dos Sécs. XVIII-XIX ( 1789-1822)

20.00


Este projecto teve como propósito comemorar os 200 anos do Pronunciamento militar de 24 de Agosto de 1820, mais conhecido por Revolução Liberal. A efeméride não se esgota, porém, no
citado ano, prolongando-se pelos anos de 1821 e 1822, o biénio vintista, no qual se assentou os ainda frágeis pilares da monarquia constitucional, que os anos posteriores, comprovariam.
O século XVIII foi a época da grande mudança assente no irromper das grandes revoluções liberais, já antes anunciada pelo Gloriosa Revolução (1688-89) na Inglaterra.
O filósofo empirista e médico inglês John Locke (1632-1704), teórico desta revolução, defensor da separação da Igreja e do Estado, encontrar-se-á na génese do pensamento iluminista, no qual se inspirará o liberalismo político e económico.
O processo será despoletado com a Revolução Americana (1776-1783), que conduziria à formação dos Estados Unidos da América, cujos independentistas tiveram como precioso aliado e
magnânimo financiador a França na sua luta contra a Inglaterra.
Esta intervenção seria dispendiosa para as finanças francesas que, articulada com diversos factores internos, conduziria Luís XVI, em Maio de 1789, a convocar os Estados Gerais. A Revolução Francesa começava a sua marcha imparável. O seu impacto foi brutal no desmantelar do Antigo Regime.
Apesar do carácter autoritário e expansionista do regime napoleónico e da contra-revolução representada pela política retrógrada do Congresso de Viana (1814-1815), e da Santa Aliança (
Setembro 1815), o Antigo Regime estava irreversivelmente condenado pelo processo histórico imanente às sociedades, e o triunfo da instauração do sistema liberal, apesar de todas as contradições e alguns recuos, foi inquestionável.
Foi o tempo do arranque da Revolução Industrial na liberal Inglaterra, para o qual contribuiriam aspectos de ordem interna e externa, estes marcados pelas longas guerras com a Holanda e a
França pelo domínio de imensos espaços coloniais.

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Descrição

Esta obra é um estudo que se insere nos 200 anos da Revolução Liberal.
Nele o prezado leitor conhecerá o papel desempenhado pelos algarvios no período balizado pela Revolução Francesa (1789) e pelo fim do Vintismo (1822).
Recuaremos até às campanhas militares nas quais intervieram algarvios, nas questiúnculas diplomáticas em que estiveram inseridos Portugal, Grã-Bretanha, França e Espanha e os tratados por estes países rubricados.
Das três invasões francesas, o Algarve apenas sofreu directamente a primeira (1807-1808), com todo o seu rol de vexames cometidos pelo exército napoleónico, conduzindo ao levantamento popular contra aquele.
O leitor ficará a conhecer o grau de adesão da província à Revolução de 1820, o processo eleitoral para a escolha de deputados às Cortes Constituintes, os seus deputados, o conteúdo das suas principais intervenções e o seu posicionamento político-ideológico.
Não faltarão outros assuntos de suma importância em relação ao Algarve, designadamente a sua estrutura económica.

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